Candidíase e Diabetes

A candidíase é uma dermatite causada por um fungo chamado Candida albicans. Ele está freqüentemente presente em ambientes como banheiros, vestiários, praias, piscinas, etc… Está presente também em nosso organismo (mas em pequena quantidade), em nosso intestino grosso, nas fezes, não chegando a causar dano algum quando estamos com uma boa imunidade.

Porém, quando a imunidade do organismo cai devido alguma pequena infecção, ou até mesmo devido ao uso de antibióticos de largo espectro, a candida, por ser um microorganismo oportunista, pode povoar locais como a boca, esôfago, intestino, ânus, vagina e pênis.

Se o nosso sistema imunológico está funcionando adequadamente, a população de fungos é mantida sob controle. Mas, caso o sistema imunológico falhe, a candida rapidamente se multiplica, vindo a causar um irritação muito grande na pele ou mucosa acometida, originando a doença conhecida como candidíase.

A candida ainda tem a peculiaridade de se desenvolver muito bem em ambientes “açucarados”, por isso ela é tão comum em diabéticos, pois ela se alimenta da glicose armazenada na parede das células das mucosas desses pacientes, principalmente nos genitais, pois muita glicose é liberada através da urina quando os níveis glicêmicos estão muito elevados, servindo até como um sinal para o paciente de que a glicemia pode estar demasiadamente alterada.

Principalmente em mulheres diabéticas ela pode se desenvolver mais facilmente ainda, devido ao uso de absorventes (principalmente os internos) no período menstrual, se a glicemia não estiver controlada, pois ela prefere ambientes abafados e úmidos para se multiplicar.

Candidíase

Os sintomas são decorrentes de uma forte irritação do local infectado, causando ardor, muita coceira e descamação da pele ou da mucosa. Assim, na candidíase oral temos a formação de aftas. No esôfago (órgão que comunica a boca com o estômago) causa dor no peito, queimação na boca-do-estômago e dor ao engolir alimentos. No ânus causa coceira e ardor. Na vagina, coceira, ardor e às vezes um corrimento espesso, tipo uma “massinha branca”. No pênis, causa coceira, ardor e descamação da pele, às vezes chegando a ferir o local.

Se você tiver estes sintomas, procure com urgência, o médico, pois deve ser feito o uso de medicamentos antifúngicos na forma de cremes, comprimidos ou cápsulas para amenizar o problema. Mas, o fundamental mesmo no caso dos diabéticos é o controle da glicemia, pois os pacientes que têm ela sempre controlada dificilmente apresentam candidíase.

Não é possível curar a candidíase, caso não se compense o diabetes: os dois tratamentos têm de ser feitos conjuntamente. Quando a imunodepressão é uma necessidade, como no caso de pacientes transplantados, ou que fazem quimioterapia, por exemplo, podemos usar medicamentos de tempos em tempos (quinzenal ou mensal, por exemplo) a fim de não deixar que a candidíase se manifeste.

Cultura de Candida albicans
Cultura de Candida albicans

 

É possível prevenir a contaminação pela cândida principalmente através de algumas medidas como:

– lavar as mãos antes e depois de ir ao banheiro
– não se sentar no vaso sanitário
– no banho, não se sentar no chão do Box ou banheira. Não tomar banho de banheira.
– as mulheres devem lavar as mãos antes de colocar absorventes internos.
– na praia ou piscina, não se sentar no chão ou qualquer banco sem antes forrar o local com uma toalha seca e limpa.
– não “secar” o maiô ou biquíni no corpo. Se não for mais nadar, tomar um banho de água doce, lavando bem os genitais e o maiô com sabonete.
– o casal deve fazer uma higiene íntima antes de ter relações sexuais. O ideal é sempre tomar um banho antes de dormir.
– o uso de um xampu antimicótico para higiene íntima pode prevenir a candidíase. Ele deve ser usado na vulva, nos pelos pubianos, ânus e virilhas, assim como no pênis e escroto.
– Diabéticos devem manter SEMPRE o controle da glicemia para evitar o aparecimento desta infecção fúngica. É imprescindível!
-Transplantados devem estar atentos aos sintomas, e na ocorrência dos mesmos, comunicar sua equipe transplantadora, pois muitas vezes se faz necessário o ajuste de suas medicações imunossupressoras.

Mesmo tomando-se todos esses cuidados, a candidíase pode ocorrer, independentemente de ser em diabéticos ou não, sendo então preciso o tratamento com comprimidos e cremes por pelo menos 14 dias, sempre prescritos pelo médico. Quanto mais cedo se iniciar o tratamento, mais rápido os sintomas desaparecerão.

Por fim, uma dica importante: se você for acometido por uma forte coceira, procure imediatamente o seu médico para que ele possa lhe indicar os medicamentos adequados. Pode-se fazer compressas com um pano embebido em água bem gelada no intuito de aliviar os sintomas, até que os medicamentos comecem a fazer o efeito desejado no local.

Fontes:

Port@l Diabetes.com.br – Em busca da cura (http://www.portaldiabetes.com.br/conteudocompleto.asp?idconteudo=4110)

Wikipédia: A enciclopédia livre (http://pt.wikipedia.org/wiki/Candid%C3%ADase)

6 Comentários


  1. Gostei muito da informações, sou diabética mas nada sinto referente a esse assunto, estou otima , admirei muito o relato obrigada Rita

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  2. Gostei de ver o comentário a respeito da cândida em diabéticos, Graças a Deus não tenho este problema, mais é sempre bom nós estarmos a par desses fatos,pois se acontecer nós
    ficamos inteirados do problema.

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  3. Sei como é dificil e doloroso, quando estou descompensada , infelismente sempre me ocorre a temida candidiase, minha resistencia cai, sofro muito .

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  4. Obrigada, ótima reportagem, muita informação boa e necessária a nos diabéticos, forte abraço…

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