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Cetoacidose Metabólica – complicação aguda do diabetes

Cetoacidose Metabólica – complicação aguda do diabetes

A cetoacidose é um tipo de acidose metabólica que é causada por altas concentrações de cetoácidos, formados pela desaminação dos aminoácidos. Ela é mais comum na diabetes tipo 1 não tratada, quando se entra em uma espécie de “jejum metabólico”, devido ao excesso de glicose circulante na corrente sanguínea, e à falta de insulina para colocar esta glicose dentro das células para gerar a energia necessária para o processo de respiração celular, o que desencadeia a quebra da gordura e das proteínas pelo fígado em resposta a uma necessidade percebida de um substrato para que a respiração celular ocorra. Esta quebra das gorduras produz alguns derivados metabólicos, que são os chamados cetoácidos. A cetoacidose também pode ocorrer em pessoas que passam por muita fome, por mais de três dias, já que o organismo é forçado a utilizar a gordura como fonte de energia para se manter, devido à falta de uma nutrição externa.

A cetoacidose não deve ser confundida com a cetose, que é um dos processos normais do corpo para o metabolismo da gordura corporal. Na cetoacidose o acúmulo de cetoácidos é tão severo que o pH do sangue é substancialmente reduzido, tornando-se ácido.

É uma decorrência de uma deficiência insulínica grave e de um estado de resistência à insulina, e tem como critérios clínicos:

– Glicemia maior que 300 mg/dl

– Cetonemia (aparecimento de corpos cetônicos na corrente sanguínea)

- Acidose Metabólica = pH < 7,3 e BIC < 15 mEq/l.

 

Fatores Precipitantes:

Crianças:

– Primodescompensação diabética (descompensação da glicemia no momento da descoberta do diabetes);

– Stress;

– Infecção;

– Erro de dose de insulina.

Adolescentes:

– Erro de dose de insulina;

– Bulimia;

-Álcool;

Quadro clínico

-Desidratação, que pode ser em todos os níveis;

– Diurese normal ou aumentada;

– Náuseas e vômitos;

– Hálito cetônico;

– Dor abdominal;

– Respiração acidótica;

– Letargia.

Tratamento:

– Deve-se iniciar pelo tratamento da desidratação;

– Manutenção da hidratação com reposição contínua das perdas hídricas;

– Correção dos déficits de eletrólitos;

– Correção da Hiperglicemia iniciada após a primeira hidratação, inicialmente endovenosa, após glicemia < 300 mg/dl, insulina regular subcutânea, e quando o quadro estiver estabilizado, insulina NPH subcutânea.

Complicações que podem ocorrer no caso de uma cetoacidose metabólica:

– Hiperglicemia;

-Hipoglicemia (devido à correção com insulina);

-Hipocalemia;

– Arritmias cardíacas;

– Edema cerebral, associado a altos índices de mortalidade, geralmente de 4 a 12 horas após o ínicio do tratamento.

Tem como fatores de risco:

– Nível de consciência alterado;

– Mais de 48 horas de duração;

– pH<7;

– Glicemia > 1000;

– Sódio corrigido > 155;

– Hiperosmolaridade > 375mOsm/Kg ***( Osmolaridade sérica= 2 x ( sódio + potássio) + glicose /18 + ureia/6

– Idade menor que 3 anos.

O tratamento desta geralmente se dá com manitol e intubação.

automonitoramento

Por estas razões, é extremamente importante que haja um controle rigoroso da glicemia pelo diabético e a manutenção da taxa de Hemoglobina Glicosilada (=média das glicemias sanguíneas dos últimos 3 meses) sempre ≤7,00, para que não hajam complicações, e para que se possa ter uma vida normal, com mais qualidade, sem a incidência de nenhuma intercorrência. Uma forma de se manter a glicemia sempre em dia é se adotar uma alimentação saudável, com alimentos integrais, frutas e  verduras (sem a ingestão de sacarose (açúcar), sempre cuidando-se  para que os intervalos entre uma refeição e outra não ultrapassem 3 horas), a prática regular de exercícios físicos e o controle regular da glicemia nas principais refeições, fazendo-se as devidas correções quando necessário.

 

Fontes:

– Wikipédia (http://pt.wikipedia.org/)

– Portal Diabetes (http://www.portaldiabetes.com.br)

 

 

 

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Água para os Picos Glicêmicos

Água para os Picos Glicêmicos

Sabe-se que a água é essencial para o bom funcionamento do nosso organismo. Mas esta recomendação tem um motivo extra para ganhar força: segundo um estudo francês apresentado na reunião anual da Associação Americana de Diabetes, quem bebe mais de 1 litro de água por dia tem um risco 21% menor de ter episódios de hiperglicemia (quando os níveis séricos de glicose aumentam drasticamente).

Os médicos dizem que a relação entre o consumo de água e os níveis de açúcar no sangue ainda não foi totalmente descoberta, mas eles acreditam que ingerir poucos líquidos durante o dia teria o mesmo efeito ao organismo do que consumir muito colesterol pela alimentação, fator de risco que aumenta as chances de hiperglicemia, diabetes do tipo 2, aterosclerose e hipertensão.

Eles alertam também que, mesmo com essa descoberta, a melhor maneira de se proteger de hiperglicemia e diabetes do tipo 2 continua sendo evitar a ingestão de alimentos ricos em açúcares e praticar exercícios físicos com frequência.

Outro ponto a favor da água é comprovado através de um trabalho da Universidade da Virgínia, nos EUA, que mostra que beber dois copos de água antes das refeições diminui bastante a fome e facilita a perda de peso.

 

Fontes:

– Saúde é Vital – 09/2011

– Jornal Ser Saudável – 03/2013

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