Neuropatia Diabética: Como fazer para evitá-la

Neuropatia diabética é um termo empregado para se descrever a lesão que ocorre nos nervos em virtude de um longo período de glicemias elevadas. De fato, quase todas as complicações diabéticas têm a sua origem na neuropatia diabética. Se você é diabético e suas glicemias sempre estão descontroladas, existe uma grande probabilidade de um dia você sentir os efeitos da neuropatia diabética. De acordo com as estatísticas, aproximadamente metade dos diabéticos no mundo apresentam alguma forma de neuropatia.

Quanto mais tempo se vive com o diabetes, maior a probabilidade de se desenvolver algum grau de neuropatia, e os primeiros sinais de lesão nos nervos ocorrem cerca de 10 a 20 anos após o diagnóstico do diabetes. Enquanto alguns tratamentos são pesquisados, ainda é preciso entender de que forma o diabetes afeta os nervos, e encontrar tratamentos mais eficazes para estas complicações.

Causas da Neuropatia Diabética

 Como ocorre a Neuropatia Diabética

Como ocorre a Neuropatia Diabética

 

A grande maioria dos cientistas ainda não sabem as causas da Neuropatia diabética, mas é muito provável que vários fatores contribuam: Glicemia alterada durante anos, ou então uma condição associada à diabetes, que causa mudanças químicas nos nervos, a qual ainda necessita ser estudada e elucidada pelos cientistas. Estas mudanças químicas prejudicam a habilidade dos nervos de transmitir os impulsos nervosos.

A glicemia descontrolada ao longo dos anos também pode danificar os vasos sanguíneos que levam o oxigênio e os nutrientes aos nervos. Além disso, fatores hereditários, provavelmente sem conexão com o diabetes, podem fazer com que algumas pessoas se tornem mais suscetíveis à doença nos nervos do que outras. Como a glicemia alterada ao longo dos anos conduz a danos nos nervos, é um assunto de intensa pesquisa.

O mecanismo completo ainda não está totalmente conhecido. Alguns pesquisadores descobriram que altos níveis de glicemia afetam muitas etapas metabólicas nos nervos, enquanto conduzem a um acúmulo de um tipo de açúcar chamado sorbitol e a uma diminuição de uma substância chamada mioinositol. Porém, estudos em humanos não conseguiram mostrar convincentemente que estas mudanças são o mecanismo que realmente causa os danos em questão nos nervos.

Mais recentemente, alguns pesquisadores relacionaram os efeitos do metabolismo da glicose em excesso com uma diminuição na concentração de óxido nítrico nos nervos. Sabe-se que o óxido nítrico dilata os vasos sanguíneos. Em uma pessoa com diabetes, baixos níveis de óxido nitroso podem conduzir à constricção dos vasos sanguíneos que nutrem o nervo, contribuindo desta forma para que os danos sejam causados devido à diminuição da irrigação sangüínea.

Devido a estas alterações causadas pela neuropatia, os nervos podem ficar incapazes de emitir as mensagens, ou então emiti-las na hora errada ou ainda muito lentamente. Os sintomas irão depender e variar conforme o tipo de complicação e quais os nervos que foram afetados. De forma geral, podemos classificar os sintomas da neuropatia diabética em sensitivos, motores e autonômicos. Exemplos:

1.   Sensitivos: formigamento, dormência ou queimação das pernas, pés e mãos. Dores locais e desequilíbrio;

2.   Motores: estado de fraqueza e atrofia muscular;

3.   Autonômicos: ocorrência de pele seca, traumatismo dos pêlos, pressão baixa, distúrbios digestivos, excesso de transpiração e impotência. Infelizmente, o diabetes é a principal causa de Neuropatia. Sua incidência é alta e possui diferentes formas clínicas, tais como:

·      Polineuropatia distal: uma das formas mais comuns de Neuropatia, que acomete preferencialmente os nervos mais longos, localizados nas pernas e nos pés, causando dores, formigamento ou queimação nas pernas. Tende a ser pior à noite (período onde prestamos mais atenção aos sintomas). Os danos nestes nervos resultam na perda dos reflexos e fraqueza nos músculos. O pé fica mais largo e mais curto, o andar muda. Por causa da perda de sensação, feridas podem passar despercebidas e podem se infectar.

Se os pés não são tratados a tempo, a infecção pode atingir níveis cada vez mais profundos, envolvendo músculos e até ossos, podendo requerer a amputação do membro afetado. Porém, normalmente estes problemas podem ser evitados se são tratados a tempo.

·      Neuropatia autonômica: causa principalmente hipotensão postural, como a queda da pressão arterial ao levantar-se (tonturas) e impotência sexual. Outros sintomas incluem sensação de estômago repleto após as refeições, distúrbios de transpiração e outros mais raros;

·      Neuropatia focal: esta é uma condição rara decorrente de danos a um único nervo ou grupo de nervos. Desenvolve-se quando o suprimento de sangue é interrompido devido ao entupimento do vaso que supre aquele nervo. Ou pode ser conseqüência de uma compressão do nervo. Não é raro que as pessoas apresentem mais de um tipo de neuropatia. A presença desta complicação está muito relacionada ao longo tempo de duração do diabetes e ao grau de controle glicêmico.

Pessoas que não mantiveram um bom equilíbrio glicêmico ao longo dos anos estão muito mais propensas a desenvolver a neuropatia diabética. Por isso, é bom lembrar, mais uma vez, da enorme importância de se manter um bom controle glicêmico, adotando-se hábitos de vida saudáveis, como a prática de exercícios físicos, e adotando-se também uma alimentação saudável, o mais natural e balanceada possível, livre de vícios como o álcool e o tabaco, para que se possa ter uma vida saudável e normal, livre das complicações do diabetes!

Tratamento

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Principais cuidados que o diabético deve ter com os pés

 

No caso das mononeuropatias, podem ser empregadas medidas fisiátricas (fisioterapia) para evitar a compressão dos nervos ou realizar uma descompressão cirúrgica. O controle rigoroso da glicemia é essencial para prevenir o aparecimento ou a piora da neuropatia diabética. No caso da polineuropatia distal, nenhum medicamento, até o momento, é comprovadamente eficaz para a cura, havendo, no entanto, medicações que podem aliviar os sintomas (como a dor e o formigamento). Também é importante prevenir lesões nos pés ou quedas.

Pode-se evitar complicações com a saúde dos pés adotando-se algumas medidas: utilizando-se meias adequadas de algodão sem elásticos, que permitam uma boa respiração da pele, sapatos largos e com menos costuras possível, para se evitar o atrito dos pés com os sapatos. Deve-se examinar minuciosamente os pés diariamente, sempre tendo o cuidado de cortar as unhas de maneira adequada. Ao lavar os pés, recomenda-se sempre utilizar sabonetes neutros, e ao secá-los, sempre utilizar uma toalha macia, secando-se entre os dedos, para evitar o aparecimento de micoses. Deve-se sempre ter o cuidado de hidratar a pele dos pés, utilizando-se cremes  à base de uréia ou silicone, evitando-se passá-los entre os dedos. Com estas medidas, o diabético pode prevenir, desta forma, o aparecimento de lesões, assegurando uma boa saúde aos seus pés!

Fontes:

http://www.portaldiabetes.com.br

http://www.diabetes.org.br

5 Comentários


  1. Adorei .Estas dicas são fundamentais para o nosso conhecimento,obrigada!

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  2. ADOREI AS DICAS. GOSTARIA DE SABER MAS SOBRE DIABETES EM CRIANÇAS, (4 ANOS)

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  3. Boa tarde,gostei do site. E gostaria de saber mais, pois tenho um filho de 4 anos e 9 meses e descobrimos agora em agosto de 2013 que ele é diabético do tipo 1. Obrigada.

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    1. Oi Raquel! Obrigada! Fico muito feliz que tenhas tostado do nosso blog! Semanalmente disponibilizamos diversos conteúdos relacionados ao diabetes, além de receitas diet e depoimentos de pessoas com diabetes para que os outros diabéticos fiquem mais inspirados e se sintam mais seguros em relação à esta disfunção! Um grande beijo! 🙂

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