Estudo com Nanopartículas que liberam insulina promete avanço no tratamento do Diabetes

O Diabetes mellitus, uma disfunção na regulação da glicose sanguínea, é um fardo global que afeta 366 milhões de pessoas no mundo todo. Inúmeras pesquisas científicas estão sendo desenvolvidas em diversos países para se encontrar um tratamento mais efetivo para esta disfunção.

Um sistema artificial de nanopartículas que liberam insulina está sendo estudado por pesquisadores do Departamento de Pesquisa do Câncer, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts em parceria com os Departamentos de Tecnologia em Saúde e Ciência, de Engenharia Biomédica e de Farmácia da Universidade do Estado da Carolina do Norte.

Nanopartículas que liberam insulina
Nanopartículas que liberam insulina

 

Neste estudo, procurou-se imitar a atividade de liberação de insulina pelo pâncreas em resposta às mudanças no nível glicêmico, desenvolvendo-se um sistema bastante promissor para se melhorar a adesão dos pacientes diabéticos ao tratamento com insulina.

Foi desenvolvida uma estratégia de liberação autonomicamente mediada de glicose para o sistema de auto-regulação da liberação de insulina através de uma rede polimérica injetável e ácido-degradável.

Formada pela interação eletrostática entre as nanopartículas de dextrano com cargas opostas carregadas com insulina e enzimas glucose-específicas, a arquitetura do nanocomposto poroso pôde ser dissociada e, subsequentemente, liberar insulina num meio hiperglicêmico através da conversão catalítica da glicose em ácido glucônico.

A liberação de insulina in vitro pôde ser modulada através de um perfil pulsátil em resposta às concentrações de glicose.

Estudos in vivo demonstraram e validaram as comprovações de que estas formulações realmente melhoraram o controle da glicose em ratos diabéticos tipo 1, quando administradas por via subcutânea, juntamente com uma rede nano-degradável.

Uma única injeção deste nanocomposto desenvolvido facilitou a estabilização dos níveis de glicose sanguínea para o estado normoglicêmico (<200 mg / dL) por pelo menos 10 dias, comprovando-se que ele  pode proporcionar um grande avanço no tratamento do diabetes, por poder diminuir consideravelmente a frequência nas aplicações de insulina.

 

Fonte:

– ACS Nano Journal (http://pubs.acs.org): (Article: Injectable Nano-Network for Glucose-Mediated Insulin Delivery)

5 Comentários


  1. Poxa, que bom seria. Tomar insulina uma vez a cada 10 dias…se bem entendi.

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  2. Amei a opção, será maravilhoso e uma grande conquista da medicina para quem tem diabetes. Só espero que o preço seja acessível a todos.

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  3. Ouvi de um médico aqui em Brasília que daqui há pouquíssimo tempo, os insulinodependentes serão com certeza beneficiados com os grandes estudos que acontecem no mundo todo. Que Deus os abençoe! A eles e ao diabéticos!

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  4. Gostaria Muito de usufruir deste benefício …. tomando insulina de 10 em 10 dias. Seria ótimo mesmo.

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