Gripe e Diabetes: entenda esta relação delicada

O que é a Gripe

 A gripe é uma infecção viral altamente contagiosa, comum em épocas de final de outono, inverno e início de primavera. Diferentemente do resfriado, que na maioria das vezes se dissemina pelo contato direto entre as pessoas, o vírus Influenza, que causa a gripe, se dissemina, principalmente, pelo ar.

Quando uma pessoa gripada espirra, tosse ou fala, gotículas com o vírus ficam dispersas no ar por um tempo suficiente para serem inaladas por outra pessoa. No revestimento do nariz da pessoa que foi contaminada, ele se reproduz e se dissemina para a garganta e para o restante das vias aéreas, incluindo os pulmões, causando os sintomas da gripe. Menos freqüentemente a gripe se dissemina pelo toque (mão contaminada com o vírus) do doente em objetos ou na mão de um indivíduo sadio que, ao levar a mão à boca ou ao nariz, conseqüentemente se contamina.

Um dia antes da pessoa apresentar os sintomas ela já pode contagiar outras. Poderá contaminar por até  7 dias após o início dos sintomas – crianças até mais que isso.

 

Sintomas da Gripe

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A gripe inicia-se com febre alta, em geral acima de 38ºC, seguida de dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça e tosse seca. A febre é o sintoma mais importante e dura em torno de três dias. Os sintomas respiratórios como a tosse e outros, tornam-se mais evidentes com a progressão da doença e mantêm-se em geral por três a quatro dias após o desaparecimento da febre. São os principais sintomas:

– febre alta (acima de 39°C em 65% dos casos)

– dores musculares

– prostração (mal-estar, sensação de fraqueza)

Podendo vir acompanhados de:

– tosse

– dor de garganta

– dor de cabeça

– coriza, dentre outros.

 

Diagnóstico

A gripe A é uma doença muito comum em todo o mundo, sendo possível uma pessoa adquirir o vírus influenza várias vezes ao longo de sua vida. É também freqüentemente confundida com outras viroses respiratórias, por isso o seu diagnóstico de certeza só é feito mediante exame laboratorial específico.

 

Gripe e Diabetes

 

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A gripe, apesar de ser uma infecção do trato respiratório bastante comum, pode trazer complicações como a pneumonia, em indivíduos mais idosos e em pessoas com disfunções crônicas, como no caso do diabetes, tanto do tipo 1 como do tipo 2.

Por ter uma resposta imune diminuída, o diabético pode estar mais predisposto aos efeitos diretos e indiretos da gripe, incluindo infecção bacteriana secundária. A gripe e suas complicações podem desestabilizar ainda mais a saúde e o controle glicêmico principalmente daqueles pacientes cronicamente enfermos, que já apresentam complicações do diabetes, provocando a hospitalização por uma série de problemas que podem ser desenvolvidos. Desta forma, a vacinação de pacientes diabéticos contra a gripe reduz (e muito) a hospitalização e mortalidade dos mesmos.

A American Diabetes Association recomenda a vacinação anual contra “Influenza em todos os pacientes diabéticos a partir dos 6 meses de idade”. A vacina pneumocócica também deve ser tomada por adultos diabéticos pelo menos uma vez na vida. Uma revacinação é recomendável para aqueles indivíduos com mais de 64 anos previamente imunizados, quando a vacina foi feita há mais de 5 anos. Outras indicações para repetir a vacinação são quando o paciente tem síndrome nefrótica, doença renal crônica e outros estados de imunodepressão, como após algum transplante.

 

Como você pode evitar a gripe

Especialistas na área médica dizem que a melhor maneira de se evitar a gripe é ter bons hábitos de higiene. Aqui estão algumas dicas:

 

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– lavar as mãos freqüentemente com água morna e sabão

– evitar o contato com qualquer pessoa que esteja tossindo ou espirrando

Se estiver gripado, você pode evitar a contaminação de outras pessoas:

 

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– ficando em casa até que esteja se sentindo melhor

– cobrindo a boca e o nariz com um lenço toda vez que tossir ou espirrar

– lavando bem as mãos com água morna e sabão se as tiver usado-as para cobrir a boca ao espirrar ou tossir

Lembre-se de que você pode espalhar a gripe por até sete dias depois de ter ficado doente, portanto, tenha cuidado mesmo depois que a maior parte dos sintomas tiver desaparecido.

 

Uso de Vitamina C

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Uma maneira de você se tornar mais fortalecido e imune às gripes e resfriados é fazendo uso de vitamina C (não mais que 1g diariamente), a qual está presente em vários alimentos, como por exemplo as frutas cítricas – como laranja, limão e abacaxi, verduras em geral, salsa, maracujá, frutas silvestres, morango, tomate, entre outras, ou então buscando uma suplementação vitamínica, lembrando que estes suplementos não devem conter açúcar em sua composição.
Além disso, a vitamina C também melhora o humor, uma vez que estimula a liberação de triptofano, precursor da serotonina, hormônio responsável pelo bem estar e pela disposição.
 
Você deve sempre consultar o seu médico antes de fazer uso da vitamina C, para que ele lhe indique a dosagem recomendada e o período que você deve utilizá-la, pois ela pode ser prejudicial no caso de pessoas com problemas renais, uma vez que o seu uso diário pode aumentar a precipitação de cristais de oxalato de cálcio, os quais se depositam nas vias urinárias, podendo provocar aumento na freqüência de cálculos em pessoas que já tenham predisposição. Por isso, a automedicação com vitamina C, em grandes doses e por longo período de tempo, deve ser evitada.
Fontes: 

 

2 Comentários


  1. Excelente artigo.Obrigada pelas informações.Sabia da importância das vacinas, mas desconhecia sobre o excesso de vitamina C. Abços

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