Metformina: os benefícios compensam os efeitos adversos?

Olá pessoal!

Após constatar que o post que eu escrevi a respeito da Metformina e seus efeitos colaterais (http://bit.ly/1A3wigN) já recebeu mais de 90 comentários, resolvi falar um pouco mais a respeito deste medicamento que é vastamente utilizado no mundo todo, e que ainda causa bastante polêmica à grande maioria dos seus usuários.

Embora ela seja um medicamento amplamente indicado e utilizado para diversos problemas, tais como a Diabetes tipo 2, a Síndrome de Resistência Insulínica que pode ocorrer tanto em diabéticos do tipo 1 como nos do tipo 2 (além de poder ocorrer também em pessoas sedentárias e obesas que já tenham pré-disposição para o desenvolvimento do Diabetes), a Obesidade ou ainda a Síndrome dos Ovários Policísticos, a metformina, devido à sua estrutura química, pode causar diversos efeitos colaterais, principalmente no trato gastro-intestinal, que vão desde simples cólicas abdominais até a diarréia, o agravamento de problemas como a gastrite e o refluxo gastro-esofágico e até pancreatite. Por isso, o seu uso deve ser feito com certa cautela, pois não são todas as pessoas que se adaptam a ela e que toleram os seus efeitos colaterais.

metformina2

Quando o seu uso é inevitável, pode-se optar por alternativas que causem menos irritação gástrica, como algumas apresentações de metformina com revestimento entérico, que faz com que a absorção do medicamento seja mais lenta, pois se dá em nível duodenal, impedindo, desta forma, o agravamento de problemas estomacais. Ainda assim, há pessoas que não conseguem suportar os efeitos da metformina, apesar de todos os benefícios que ela traz.

Neste caso, como estas pessoas devem proceder com o tratamento?

Estas pessoas acabam tendo que optar por medidas mais radicais, como dietas mais restritivas em carboidratos, fazendo-se a contagem dos mesmos, ou ainda têm que adaptar uma rotina de exercícios físicos mais intensos para que se possa melhorar o metabolismo dos mesmos, ou então, optar por medicamentos mais modernos, porém com custos bem elevados, ou ainda, quando não há outra solução, os médicos acabam por partir para a insulinização destes pacientes (o que muitas pessoas temem).

Apesar de ser a última alternativa a ser adotada e de ser tão temida pelos diabéticos tipo 2, a grande maioria das pessoas que são submetidas à insulinização se adaptam muito bem ao novo estilo de vida, e têm uma grande adesão ao tratamento, pois, pelo fato de a insulina ter uma ação muito mais rápida do que os hipoglicemiantes ou normoglicemiantes orais, elas não necessitam ter uma dieta tão restritiva em carboidratos, o que melhora muito a qualidade de vida destas pessoas. Neste caso, o incômodo das agulhadas não é tão levado em conta, haja vista que o bem estar e a liberdade na dieta são bem mais relevantes.

Então, se você faz uso de metformina e ela não lhe causa nenhum efeito colateral, ou se os efeitos que ela causa para você são leves e toleráveis, o recomendado é não mudar o tratamento, pois os benefícios neste caso são maiores e mais relevantes. Agora, se para você a metformina é um tratamento muito incômodo e se seus efeitos colaterais tornam-se intoleráveis, o recomendado é conversar a respeito com seu médico, e então adotar as soluções que mais se adaptem a você e ao seu estilo de vida.

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